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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Epifania #5


Ontem, dia 26 de junho, tive o prazer de ser uma das 14 artistas a exporem fotografias na quinta edição do evento Epifania Cultural, com curadoria de Dani Botelho. A exposição está sendo em uma tradicional casa de jazz na Vila Madalena (SP), a charmosa e aconchegante Qualcasa. Vale a pena passar lá e ouvir um bom som, ver umas artes e ter boas conversas de copo na mão.    

Tantas peles

Pássaro Negro

domingo, 20 de março de 2016

sábado, 20 de fevereiro de 2016

de onde eu moro



Te miro de longe,
Oceano.
Há sempre essa vontade de partir.






segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

daquilo que nos consome









De pressão

Virou uma pedra no escuro,
Pesada
rígida e seca
a pedra afunda.

Consumida em solidão,
Doida
só e perdida
a pedra quebra.

Bruta, mas de gema preciosa
Delicada
cansada e sem vontade
a pedra se esconde.

De pedra
depressão
corcunda.




domingo, 31 de janeiro de 2016

domingo, 24 de janeiro de 2016


Retrato que fiz de minha amiga Andressa Argenta.
Fomos ao teatro e no saguão havia esse papel de parede vermelho com uma luz linda. Pedi pra ela posar, foi muito generosa e topou. Expliquei que queria o cabelo pra cima e que ela fechasse os olhos e na expiração "deslizasse", "escoresse" pela parede devagar. Levamosmenos de 5 minutos e adorei o resultado! Obrigada Argenta, você é maravilhosa!

voraz, o tempo devora.



voraz,
o tempo devora.
Complacente,
é radiante
estar viva,
por agora.




domingo, 17 de janeiro de 2016

sono das moscas


Açúcar, vinagre, detergente e água, foi a receita que me passaram para matar as moscas que infestavam as bananas na minha cozinha. Fiz e surgiu um belo pote de moscas que ficava na janela acima da pia, com contra-luz lindo. Tirei a foto do potinho arapuca. Para dar movimento pras moscas mortas, girei o líquido do pote e os cadáveres começaram a dançar uma ciranda, cliquei mesmo que a distância não permitisse um bom foco. 

domingo, 10 de janeiro de 2016

aurora


Outro dia tirei a foto de um céu lindo na fronteira do RS com a Argentina, mais especificamente das nuvens coloridas, no momento do dia que mais gosto: o das transições. Queria usá-lo em alguma colagem, pelo menos a paleta de cores tenho certeza que vou usar em muitos trabalhos futuros. 
Hoje passei o dia precisando de um céu como aquele, mas São Paulo só me ofereceu um céu cinza aborrecido. Vivi o dia apesar disso. Quando saí do banho, me joguei na cama e comecei a me espreguiçar. Achei a luz da janela tão bonita (aquela luz prateada de dias chuvosos) que rapidamente montei o tripé, ajustei o temporizador para 10 segundos e disparo contínuo. Deixei a velocidade do obturador baixa pois adoro fotos com rastros de movimento. Me espreguicei e rolei na cama, espreguiçava e rolava bem gostoso, aproveitando as sensações que aqueles movimentos propiciavam. Então passei as fotos pro computador e juntei duas fotos. No lugar do lençol eu coloquei o céu que tanto senti falta. 

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

vôo








Hoje eu e mais dois fomos fotografar na Vila Itororó, em São Paulo. Lugar incrível. As texturas e camadas do abandono me enternecem. Fotografei muitas paredes, escombros e plantas, fotos que poderiam ser pinturas, tamanha a corporeidade das texturas. Porém, nada me surpreendeu mais do que encontrar esses pombos mortos naquele lugar. Foi um encontro de susto, de quem acha algo fora deste mundo: um momento de ar preso e irrealidade. Eram corpinhos tão isolados e solitários, ausentes mas presentes - como pequenos fantasmas. Cada um estava deitado em um cômodo diferente, só havia eles e as pulgas. O lugar lhes pertencia e a intrusa era eu, quase pedi desculpas por invadir daquele jeito. 
Mas ao mesmo tempo era bonito. Tenho essa morbidez de me comover com a morte. Há poesia em todas as coisas, basta ver.

domingo, 27 de dezembro de 2015

nascente


Esta foto tirei com WB personalizado para identificar o verde como branco, é o reflexo em uma poça de água em uma estrada de lama na região da fronteira entre Rio Grande do Sul e Argentina. As chuvas geraram enchentes devastadoras em toda a região. Pessoas passaram o Natal em abrigos e os únicos pertences de muitos eram apenas as roupas do corpo. Esse dia foi o primeiro dia de sol após muitos dias de chuva.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015